Idealizada e projetada como “canopy tower”, a Torre de Observação está instalada entre árvores altas e seu topo fica um pouco acima das copas. Destaque para a técnica e método de construção utilizados em seu projeto de instalação, que garantem durabilidade e ampliam as opções de visualização e contemplação das paisagens no entorno.
Na construção, utilizou-se eucalipto citriodora autoclavado, com durabilidade comprovada de até 25 anos. Para fixação dos troncos de madeira utilizou-se ferragem robusta e galvanizada, resultando em mais segurança para o trânsito de pessoas em seus 65 degraus e 13 metros de altura. A ascensão da torre em cinco lances distintos de escadas e decks individualizados permite ao visitante explorar visualmente particularidades da biodiversidade em diferentes extratos da floresta, incluindo o dossel. Para maior segurança, o deck superior, até a altura do parapeito, é protegido por tela. Dois bancos para descanso e uma pequena mesa completam o espaço disponível para relaxamento nos dois últimos decks, utilizados também para operações de decolagens e pousos de drone, com apoio de uma plataforma removível de drone-ponto.
Para completar, uma tora de madeira com extensão horizontal de 2,5 metros, tracionada por dobradiças, comporta um comedouro na extremidade, permitindo a atração e a observação de aves.
Ainda no deck superior, fixada em plataforma de madeira, há uma pequena estação meteorológica, dotada de sensores para controle da temperatura, sensação térmica e umidade relativa do ar, e de um anemômetro para aferição da velocidade e direção do vento, tudo conectado e aferido digitalmente por um dispositivo receptor de uso manual.
O acesso à Torre é feito por uma trilha de aproximadamente 50 metros, partindo da casa-sede e iluminada por nove holofotes, facilitando a observação de aves noturnas e outras experiências de contato com a Mata Atlântica.
Chegar ao alto da torre no Observatório Ornitológico é uma experiência única e capaz de propiciar ao visitante a sensação de estar imerso na Floresta Atlântica. Do alto, uma vista de 360 graus, que nas direções norte e oeste se estende por 70 km, aguarda o observador. Dada a localização do Observatório Ornitológico em região geográfica sujeita a muitas variações climáticas — ao longo do dia e não apenas entre os dias —, as paisagens no entorno se alteram com certa regularidade e por vezes com rapidez.
Assim, nessa dinâmica, um visual aberto para as montanhas ao amanhecer pode em poucos minutos ser encoberto por frentes de nuvens úmidas oriundas do litoral. Essas nuvens percorrendo os vales entre as montanhas, trazem para o planalto a umidade oceânica, quase sempre acompanhada de um vento frio. Tal fenômeno, chamado no Observatório de “neblina serrana”, é mais comum no Verão e em dias quentes com altos índices de umidade no ar.
São momentos ímpares em que o visitante e observador pode testemunhar na prática o funcionamento de uma floresta ombrófila, e de resto colecionar fotos singulares da biodiversidade.
Dois outros espetáculos naturais atraem visitantes à torre: o pôr do sol, no final de um dia mais aberto, e o nascer da lua cheia, também com ausência de nuvens.
©2025 publicado pelo Observatório Ornitológico Nascentes do Iguaçu.
Créditos para fotografias: os autores das fotografias estão identificados junto às imagens.
Quando não há identificação, são fotografias do acervo do Observatório Ornitológico Nascentes do Iguaçu.
Conheça nossa Política de Privacidade.
Conheça nossos Termos de Uso.
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções. Conheça nossa Política de Privacidade. Conheça nossos Termos de Uso.